Dilma Rousseff engavetou estudo que previa enchentes no Sul

Levantamento custou R$ 3,5 milhões e envolveu mais de 30 pesquisadores

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Dilma Rousseff Foto: EFE/ Andre Borges

O governo da ex-presidente Dilma Roussef (PT) engavetou estudo que previa enchentes no Sul do Brasil. Há pelo menos dez anos, um relatório foi entregue à Presidência da República e apontava chuvas acentuadas na região Sul em decorrência das mudanças climáticas.


O relatório também indicava providências a serem tomadas. Chamado Brasil 2040, o documento previa ainda elevação do nível do mar, mortes por onda de calor, colapso de hidrelétricas, falta d’água no Sudeste, piora das secas no Nordeste e o aumento das chuvas no Sul. As informações são do site O Antagonista.


Em vez de ser utilizado para minimizar os impactos negativos das mudanças climáticas, o estudo acabou engavetado. Ele foi negligenciado supostamente por trazer previsões inconvenientes.


Na época, o relatório custou R$ 3,5 milhões e envolveu mais de 30 pesquisadores de diferentes universidades brasileiras.


A questão dos recursos hídricos foi assinada, no levantamento, por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC), via Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura. A coordenação ficou a cargo dos professores Eduardo Sávio Martins e Francisco de Assis de Souza Filho.


O estudo realizado pela Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura destacou um aumento superior a 15% no nível de chuvas no extremo sul do Brasil.


Os pesquisadores chegaram a propor medidas como a elaboração de planos de contingência específicos para eventos de cheias, entre outras, como sistemas de alerta e adaptação da drenagem urbana.

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